Familiares do fotógrafo brasileiro Flávio de Castro Sousacomo funciona tigrinho, de 36 anos —cujo corpo foi encontrado em 4 de janeiro no rio Sena após passar 45 dias desaparecido—, aguardam os prazos que envolvem a transferência bancária internacional feita na sexta-feira (28), para obter uma data definitiva para a cremação e translado do corpo do fotógrafo para Minas Gerais. O corpo do mineiro está preservado no instituto francês —equivalente ao Instituto Médico Legal— há quase dois meses.
A mãe do fotógrafo, a auxiliar de enfermagem Marta Maria de Castro, informou à RFI ter efetuado o pagamento da funerária francesa na sexta-feira e agora espera obter uma data definitiva da cremação para prosseguir com os procedimentos de envio dos restos mortais do filho para o Brasil, para obter enfim uma certidão de óbito.
Ela conta que o apoio consular, que se limita aos trâmites burocráticos, não prevê ajudas financeiras e, portanto, precisou se organizar para financiar os custos dos procedimentos. "Após a chegada do pagamento na funerária, o Consulado informou que o prazo em Paris para a cremação é de mais ou menos dois dias", contou.

Segundo, Maria Iolanda da Silva, amiga da família, que mora na França há 42 anos, por conta de burocracias enfrentadas na conta bancária brasileira, a mãe de Flávio teria levado três dias nas tentativas de contratar a funerária Aunis. Iolanda acrescentou ainda que não espera nenhuma resolução antes da Quarta-feira de Cinzas no Brasil, já que o tempo para este tipo de pagamento pode demorar, sobretudo durante um feriado prolongado, segundo ela.
Rifa para ajudar a família de Flávio"A cremação ficou em mais de R$ 23 mil", revelou a mãe do fotógrafo. De acordo com Marta, somente de taxas bancárias da transação e do câmbio "descontaram cerca de R$ 8 mil". Marta, que está sob efeito de remédios desde o desaparecimento do filho em 26 de novembro de 2024, realiza uma rifa virtual de uma bicicleta profissional que pertencia a Flávio Carrilho, seu nome artístico nas redes sociais, para tentar alcançar R$ 60 mil e ajudar nos custos (para ver a rifa clique aqui).
"Toda ajuda é fundamental para que eu e minha família possamos trazer o corpo do meu filho para seu último adeus junto aos seus familiares", pede Marta.
Álcool no sangue e morte por afogamentoA amiga da família, Maria Iolanda da Silva, falou que em seu último contato com os investigadores do caso em Paris, exames toxicológicos realizados no corpo de Flávio mostraram grande quantidade de álcool no sangue e confirmaram a morte por afogamento.
Ela revelou também a surpresa dos agentes pelo fato de o corpo ter sido encontrado 45 dias depois, no rio Sena na altura de Saint-Denis, em um local distante mais de 20 km das últimas imagens de Flávio vivo, detectadas por câmeras de segurança na beira do rio, na altura da ilha dos Cisnes, perto da Torre Eiffel.
Na época que seu corpo foi encontrado em janeiro, pessoas próximas de Flávio lamentaram a morte falando sobre suicídio e a importância de cuidar da saúde mental. Como o filósofo Rafa Basso, amigo que ajudou a família durante as buscas por Flávio, que era considerado como desaparecido e figurou até mesmo na lista da Interpol.
Maria Iolanda da Silva disse que tenta ajudar a família nos procedimentos para reaver os pertences de Flávio, computador, celular e roupas, que seguem em Paris. "Vou tentar com o Consulado através de despacho diplomático, já que há ainda alguns pertences estão em posse do Consulado brasileiro em Paris", especulou ela. Mas a possibilidade não foi confirmada pelo Consulado, que intermediou todo o processo de buscas pelo fotógrafo mineiro e depois auxiliou a família durante as investigações.
Falta de atestado de óbito dificultaAlém dos custos de cremação e translado do corpo, a mãe de Flávio revela outras dificuldades que enfrenta após a morte do filho. "Estou tendo muitas despesas do lado de cá também com a entrega de apartamento do Flávio. Tive que pagar três meses de aluguel e fazer pintura e sinteco. Eu não tenho acesso de nada de conta bancária do Flávio, só quando o corpo chegar aqui e eu tiver o atestado de óbito para dar entrada no Fórum, mas aqui as coisas vão muito devagar", lamenta.
"São muitas despesas só para resolver com a imobiliária do apartamento, tendo que pagar dois meses de aluguel, mais o mês da reforma. Eu tive que pagar já mais de R$ 12 mil. Tem outras coisas que eu preciso acertar, mas eu estou esperando para ver se conseguimos vender mais a rifa, porque eu não tenho condições, eu ganho pouco", diz a mãe, que mora em Candeias, Minas Gerais, e o apartamento do filho fica na capital Belo Horizonte.
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Notícias do diaFlávio desembarcou na capital francesa em 1° de novembro para fotografar o casamento de uma amiga brasileira três dias depois, trabalho que realizou através de sua empresa, a Toujours Fotografia.
Flávio conhecia a França, falava o idioma fluentemente e tinha amigos na capital. Ele se organizou para permanecer mais algumas semanas e marcou o voo de retorno ao Brasil em 26 de novembro, dia em que teria caído no rio Sena pela primeira vez, de forma inicialmente acidental.
No dia seguinte, 27 de novembro, depois de horas sem notícias de Flávio, amigos em Paris alertaram amigos e familiares do fotógrafo no Brasil sobre o desaparecimento preocupante do mineiro. Ao tentarem contatar Flávio por telefone, funcionários de um restaurante encontraram o celular do brasileiro em um vaso de plantas e atenderam a ligação. O restaurante fica a poucos metros da beira do rio, onde provavelmente ocorreu a queda fatal do fotógrafo.
O caso causou grande comoção da comunidade brasileira na França e muitos cartazes foram espalhados pela capital, além de grupos de organização de buscas terem sido criados em aplicativos de conversas.
O corpo de Flávio foi encontrado no Sena na altura de Saint-Denis, após 45 dias de desaparecimento. Após a verificação das imagens de segurança pública de Paris, foi constatado que Flávio deixou o próprio celular em um vaso de plantas no bar, no dia 26 de novembro. Em seguida, foi flagrado na beira do Sena, mas a câmera se movimenta e não mostra o que teria de fato acontecido. Mas as imagens já davam indícios.
"A hipótese da polícia estava muito clara. A gente esperava o aparecimento do corpo no Sena, o que poderia demorar até seis meses ou não acontecer por causa da decomposição do corpo", disse à RFI em janeiro, o amigo de Flávio, Rafa Basso, que mora em Paris.
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